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UGT abre conferência em Belo Horizonte com arte, cultura e discursos sobre o atual momento político e econômico


Negros, brancos, índios, homens, mulheres, heterossexuais, homossexuais, jovens, idosos, enfim, todas as tribos reunidas na IV Conferência Nacional de Gênero, Raça e Juventude que acontece até amanhã, 12, em Belo Horizonte (MG).


Com discursos acalorados sobre o atual cenário político e econômico brasileiro, o encontro promovido pela União Geral dos Trabalhadores (UGT) foi aberto neste domingo, 10, com a belíssima apresentação do Coletivo de Negras Autoras, um grupo de mulheres compositoras que, com dança, música e poemas, falaram um pouco de ancestralidade, pregando a liberdade, o respeito e a não violência contra as mulheres.


Presidente da UGT mineira, o anfitrião Paulo Roberto da Silva traçou um panorama sobre o mercado de trabalho, com o crescente número de demissões nos mais diversos setores da economia. “Hoje, a cada dia temos 300 pessoas demitidas, 9 milhões de desempregados e a previsão é de que, até 2017, tenhamos 12 milhões de desempregados”, afirmou ele, acrescentando que “é dever da UGT defender com unhas e dentes o trabalhador. A UGT é cidadã, ética e, acima de tudo, combativa’, argumentou ele, sendo endossado, em sua fala, pela secretária da Diversidade Humana, Ana Cristina Duarte Costa.


“Queremos um mundo melhor com igualdade e oportunidades no mundo do trabalho”, disse ela, acrescentando que a visibilidade negra no mercado de trabalho se deu a partir da gestão de Nilma Lino Gomes, ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir.


Presidente Nacional da UGT, Ricardo Patah encerrou a abertura da Conferência falando sobre o protagonismo do jovem no processo político e cultural. “Em 1968, primeiro na França, tivemos a revolução dos jovens e a revolução sexual. Os jovens construíram o caminho da liberdade que hoje usufruímos”, relembrou ele.


Patah falou ainda sobre o assédio e a violência contra a mulher e sobre as desigualdades enfrentadas pela população negra. “A mulher é maioria em nosso país. Que respeito temos para com a mulher? Como podemos permitir que negros ganhem menos que os brancos?”


Para o dirigente ugetista, estas são questões que devem ser discutidas, ampliadas e potencializadas para que a UGT tenha mais informações e capacidade de mudanças efetivas em nosso país.


“Temos que construir dentro da UGT valores como pluralidade e compreensão de um país que tem igualdade de oportunidades. Chegamos ao segundo lugar (no hanking das centrais sindicais) por conta de homens e mulheres que nos deram essa cor, essa coragem, esse cheiro de povo brasileiro. A UGT vai perseguir o seu caminho para acabar com essas adversidades que enfrentamos. Só dessa maneira haveremos de ter um Brasil melhor. Viva o Brasil! Viva a UGT”, concluiu.


Por Luiza Felix – Comunicaçãol UGT-RJ


11/04/2016

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