Notícia

Comportamento do custo da Cesta Básica se diferencia nas capitais do Brasil

No Rio de Janeiro preços subiram 2,38% em março

Em março de 2016, houve aumento no custo do conjunto de alimentos básicos em 16 capitais do Brasil e redução em outras 11, conforme resultado da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As maiores altas ocorreram em Vitória (4,19%), Palmas (3,41%) e Salvador (3,22%) e as retrações mais significativas verificaram-se em Manaus (-12,87%) e Boa Vista (-7,05%).


Brasília foi a capital com maior custo da cesta básica (R$ 444,74), seguida de São Paulo (R$ 444,11) e Florianópolis (R$ 441,06). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 325,98), Maceió (R$ 342,55) e Rio Branco (R$ 342,66).


Nos três primeiros meses de 2016, as maiores variações acumuladas foram observadas em Belém (17,60%), Aracaju (14,25%), Goiânia (12,77%) e Fortaleza (12,72%). Os menores aumentos ocorreram em Campo Grande (1,43%), Porto Velho (1,96%), Curitiba (2,30%) e Boa Vista (3,15%). A única diminuição foi registrada em Porto Alegre (-0,82%).


Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de Brasília, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em março de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.736,26, ou 4,25 vezes mais do que o mínimo de R$ 880,00. Em fevereiro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.725,01, ou 4,23 vezes o piso vigente.


Cesta x salário mínimo


Em março de 2016, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 96 horas e 24 minutos, ligeiramente inferior à jornada calculada para fevereiro, de 96 horas e 37 minutos.


Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em março, 47,63% dos vencimentos para adquirir os mesmos produtos que, em fevereiro, demandavam 47,74%.


Comportamento dos preços


Em março, houve predominância de alta nos produtos da cesta nas capitais do Brasil, com destaque para o feijão, manteiga, leite, café em pó, açúcar e batata, pesquisada nas regiões Centro-Sul. O tomate mostrou diminuição de valor na maior parte das cidades.


Houve aumento de preço do feijão em 26 cidades. Para o feijão carioquinha - pesquisado na região Norte, Nordeste, Centro-Oeste e nas cidades de Belo Horizonte e São Paulo - foram registradas elevações entre 0,33%, em Aracaju e 6,80%, em Belo Horizonte. Em Teresina, o preço do feijão não variou. O feijão preto, pesquisado na região Sul e em Vitória e Rio de Janeiro, apresentou alta em todas as cidades, com destaque para Florianópolis (6,60%) e Vitória (5,08%). O clima prejudicou a qualidade dos grãos e os melhores feijões carioquinhas foram vendidos a preço maior. Ainda, no Nordeste, o feijão continua em entressafra. No caso do feijão preto, que está em período de plantio, a oferta foi reduzida.


A manteiga, derivada do leite, teve aumento em 25 capitais, com destaque para Salvador (14,20%) e Florianópolis (12,21%). As retrações aconteceram em Palmas (-4,54%) e Goiânia (-0,76%). Já o leite aumentou em 24 cidades, sendo que as maiores altas ocorreram em Aracaju (15,64%), Florianópolis (8,40%) e Boa Vista (6,23%). As quedas foram anotadas em Macapá (-1,06%), Goiânia (-0,68%) e Maceió (-0,27%). O período de entressafra e o alto custo de produção vêm reduzindo a oferta e elevando o preço do leite, o que também influencia o valor dos derivados.


O preço do café em pó subiu em 24 capitais. As altas oscilaram entre 0,20%, em São Luís e 7,12%, em Aracaju. As retrações ocorreram em Goiânia (-1,11%), Boa Vista (-0,55%) e João Pessoa (-0,21%). A colheita dos grãos começou no final de março e deve chegar ao mercado em abril. O clima também atrasou a maturação dos grãos. 1 Fontes de consulta: Cepea - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP, Unifeijão, Conab - Companhia Nacional de Abastecimento, Embrapa, Agrolink, Globo Rural, artigos diversos em jornais e revistas.


O quilo do açúcar continuou em alta e aumentou em 23 capitais, com taxas que variaram entre 0,86% em Belém e 9,38% em Manaus. As reduções foram verificadas em Brasília (-6,34%), Goiânia (-3,45%), Porto Alegre (-1,40%) e Curitiba (-0,36%). Em período de entressafra da cana e com parte da produção destinada ao etanol, houve elevação do preço do açúcar no varejo.


O preço da batata aumentou em todas as cidades do Centro-Sul onde o produto é pesquisado. As altas variaram entre 0,27% em Florianópolis e 21,88% em Campo Grande. A produtividade e a qualidade da batata estiveram comprometidas devido ao clima, que propiciou aparecimento de pragas. Como resultado, houve redução da oferta do produto e elevação dos preços.


O preço do tomate oscilou nas capitais. Houve queda em 18 das 27 capitais, com destaque para Manaus (-45,47%), Boa Vista (-36,50%), João Pessoa (-29,64%) e Natal (-21,50%). Nove cidades mostraram alta de preço, sendo as maiores taxas verificadas em Palmas (14,80%), Vitória (13,20%) e Goiânia (10,68%). Excesso de oferta de tomate devido à colheita, apesar da baixa qualidade, empurrou o preço para baixo na maior parte das cidades.


Rio de Janeiro


A cesta básica de alimentos do município do Rio de Janeiro, que leva em consideração um conjunto de treze produtos selecionados de modo a suprir as necessidades alimentares básicas de uma única pessoa, atingiu, em março, o valor de R$ 440,79, o que representou um aumento de 2,38% na comparação com os preços observados em fevereiro. Em relação aos preços pesquisados em dezembro de 2015, o valor da cesta aumentou 10,78%. O Rio de Janeiro figura como a quarta capital com a cesta básica mais cara do país no mês de março.


Entre fevereiro e março de 2016, onze dos treze produtos registraram aumentos, com destaque para a batata (9,32%), a banana (6,90%) e a manteiga (5,86%). As menores elevações de preço médio foram observadas no arroz (0,29%) e no tomate (0,49%), sendo que este havia sido um dos produtos que mais puxou a alta de preços nos últimos meses e agora apresenta relativa estabilidade. Na outra ponta, dois produtos da cesta apresentaram reduções nos seus preços médios: a carne (-0,09%) e a farinha (-0,68%).


Considerando os preços acumulados no ano, os produtos in natura lideram as altas, explicadas principalmente por questões climáticas: o preço médio do tomate aumentou 32,12%, o da banana, 28,62%, e a batata teve aumento acumulado de 19,95%. Nenhum dos produtos apresentou queda nos preços se considerarmos os três primeiros meses do ano.


O DIEESE calcula, ainda, quanto tempo um trabalhador, com rendimento equivalente a um salário mínimo nacional, necessitou trabalhar para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. Em março de 2016, no município do Rio de Janeiro, foi necessária uma jornada de 110 horas e 12 minutos, um aumento de 2 horas e 34 minutos em relação ao tempo de trabalho necessário em fevereiro. O valor da cesta carioca representou 54,45% do salário mínimo líquido (R$ 809,60), ou seja, após os descontos da Previdência Social.


Fonte: Dieese


14/04/2016

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