Notícia

Cesta Básica x salário mínimo


Em junho de 2016, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 101 horas e 09 minutos, maior do que a jornada calculada para maio, de 97 horas.


Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em junho, cerca de metade dos vencimentos (49,98%) para adquirir os mesmos produtos que, em maio, demandavam 47,93%.


Comportamento dos preços1


Em junho, três alimentos tiveram aumento em todas as capitais: feijão, leite e manteiga. Houve predominância de alta no café em pó, arroz e batata, pesquisada na região Centro-Sul. Já o óleo de soja e o tomate tiveram o valor reduzido na maior parte das cidades.


O feijão seguiu em alta, com variações positivas em todas as capitais. As taxas verificadas para o tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo, foram expressivas: variaram entre 16,48%, em Macapá, e 106,96%, em Aracaju. O feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, aumentou um pouco menos: 12,92%, em Curitiba, 13,83%, em Porto Alegre, 20,54%, no Rio de Janeiro, 25,72%, em Vitória e 29,72%, em Florianópolis. O clima influenciou na qualidade do grão e, com isso, o preço no varejo subiu desde o início do ano. A cultura do feijão também perdeu espaço para a soja e houve diminuição da área plantada. Em junho, os aumentos foram maiores e o Brasil passou a importar feijão na tentativa de suprir a demanda. No entanto, quase nenhum outro país produz feijão carioquinha. Por fim, a safra irrigada, que começa em julho, pode começar a normalizar a oferta.


O valor do leite aumentou em todas as cidades, devido ao período de entressafra e aos altos custos de produção. As maiores elevações ocorreram em Florianópolis (26,54%), Porto Alegre (19,05%), Campo Grande (15,95%), Palmas (15,23%) e Curitiba (15,19%). As menores taxas foram observadas em Aracaju (0,27%), Manaus (0,30%), Belém (0,43%) e Boa Vista (0,79%).


O preço da manteiga também subiu em todas as capitais, com destaque para Campo Grande (23,90%), Macapá (22,64%) e Goiânia (17,52%). As indústrias de laticínios disputaram o pouco leite ofertado no mercado, o que elevou ainda mais o preço dos derivados lácteos.


O preço da batata seguiu em alta em 10 das 11 cidades do Centro-Sul, onde o produto é pesquisado. As variações oscilaram entre 5,22%, em Brasília, e 49,04%, em Florianópolis. A única redução foi observada em Cuiabá (-3,98%). O clima segue diminuindo a produtividade das colheitas da batata, o que manteve a trajetória altista verificada nos últimos meses.


O valor do arroz aumentou em 23 cidades, com destaque para Porto Velho (10,46%) e Rio Branco (9,94%); ficou estável em Florianópolis e Recife; e diminuiu em Salvador (-1,95%) e Manaus (-1,04%). A baixa oferta foi ocasionada pela redução da produção, retenção dos estoques por parte dos orizicultores, com o objetivo de elevar o preço, e pela demanda firme das indústrias produtoras de arroz, o que resultou na alta do preço do quilo no varejo.


O café em pó teve o preço elevado em 23 capitais, com variações entre 0,69%, em Belém e 5,24%, em Maceió. As reduções foram registradas em Belo Horizonte (-1,39%), Brasília (-0,59%), Goiânia (-0,52%) e Palmas (-0,19%). Clima desfavorável, diminuição da produtividade e negociações lentas no mercado de café elevaram o preço do pó no varejo.


O preço do óleo de soja diminuiu em 23 cidades, com retrações que variaram entre


-6,28%, em Florianópolis, e -0,28%, em Vitória. O valor ficou estável em São Paulo e aumentou em Belém (0,23%), Salvador (0,83%) e Rio Branco (3,13%). A valorização do real diante do dólar e as chuvas que beneficiaram a colheita de soja reduziram o valor do grão no mercado interno.


O tomate teve o valor reduzido em 23 cidades. As maiores quedas foram registradas em Salvador (-26,01%) e João Pessoa (-24,31%). Já as altas foram observadas em Porto Alegre (14,85%), Florianópolis (14,41%), Rio Branco (1,43%) e Campo Grande (1,33%). Demanda retraída, grande quantidade ofertada e frutos manchados pelo clima reduziram o preço do tomate.


Rio de Janeiro


A cesta básica de alimentos do município do Rio de Janeiro, apurada em junho, custou R$ 439,33. Na comparação com o mês anterior, o preço médio da cesta teve alta de 0,76% e, ao término do primeiro semestre de 2016, registrou-se aumento acumulado de 10,41%. O cálculo é feito a partir do levantamento de preços de um conjunto de treze produtos selecionados, considerando as necessidades alimentares básicas de uma única pessoa.


Dentre as 27 capitais pesquisadas, o Rio de Janeiro figurou como a quarta cesta básica mais cara em maio, apesar de, em termos de variação mensal de preços, foi a segunda cidade com menor variação de preços, sendo antecedida apenas por Manaus, que teve recuo no preço médio da cesta (-0,54%).


Dos treze produtos pesquisados, seis apresentaram queda em seus preços médios, com destaque para o tomate (-6,24%), carne bovina (-3,30%) e banana (-3,00%), seguidas pelo açúcar (-1,99%), óleo de soja (-1,71%) e farinha de trigo (-1,12%). A maior elevação de preço foi registrada no feijão (+20,54%). Outros produtos que apresentaram altas significativas foram a batata (+8,56%), o leite (+7,11%), a manteiga (+5,85%) e o arroz (+3,74%). Além desses produtos o café apresentou variação de 1,01%, ao passo que o pão manteve o seu preço médio


estável.


No Rio de Janeiro, o tempo de trabalho necessário para um trabalhador, com rendimento de um salário mínimo nacional (R$ 880,00), adquirir uma cesta básica individual em junho, foi de 109 horas e 50 minutos, 50 minutos a mais que a jornada necessária no mês anterior. O valor da cesta básica representou 54,27% do salário mínimo líquido (R$ 809,60), ou seja, após os descontos da Previdência Social.


Fonte: DIEESE


07/07/2016

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