Notícia

Comissão de Trabalho vai buscar agilidade no reajuste do piso regional de 2017


Por Rafael Wallace O vice-presidente do Conselho Estadual de Trabalho, Claudio Rocha e o diretor da Fecomércio, Natan Schiper, durante audiência publica da Comissão de Trabalho da Alerj

A Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai atuar para que a proposta de reajuste do piso regional para o ano que vem seja formulada o mais rápido possível. O anúncio foi feito durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (05/12), que reuniu integrantes do Conselho Estadual de Trabalho e Renda (Ceterj), órgão que reúne representantes de trabalhadores e empresários para fazer a proposta de atualização nos valores. Os empresários defendem que o reajuste seja a metade do acumulado do Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), hoje em 8,5%. Já os trabalhadores pedem reajustes entre 11 e 13%.


Presidente da Comissão de Trabalho, o deputado Paulo Ramos (PSol) mostrou preocupação o impasse, que poderá atrasar o envio da proposta à Alerj. Ele afirmou que participará da próxima reunião para buscar agilidade no processo. "Iremos discutir na próxima quinta-feira, em reunião com a Ceterj, e esperamos ter um resultado final. Em seguida, iremos enviar ao governador e, ele ao receber a proposta, esperamos que ele encaminhe à Casa o mais rápido possível para que assim possamos votar antes do dia 1 de janeiro de 2017", disse.


Vice-presidente do Ceterj, Claudio Rocha afirmou que os trabalhadores das duas primeiras faixas salariais, que incluem empregados domésticos, auxiliares de escritório e pedreiros, pediram um reajuste de 13%. Já as demais faixas fizeram uma proposta de 11,5%. Segundo Claudio, uma nova reunião vai acontecer na quinta-feira para tentar chegar a um acordo que será encaminhado para o Executivo, responsável por formular o projeto de lei e enviá-lo à Alerj. "Pensamos nesse valor porque boa parte dos integrantes das primeiras faixas foram desfavorecidos com os reajustes este ano. É uma insensatez que você fale em recomposição salarial abaixo da inflação", protestou.


Crise


Sergio Yamagata, diretor institucional da Firjan-RJ, da bancada dos empresários, declarou que são tempos difíceis e que é preciso falar palavras duras. "Estamos mostrando o que está acontecendo com a economia brasileira de cinco anos para cá. Percebemos que não há como a gente, hoje, dar uma notícia agradável. A economia no Rio de Janeiro continua decrescendo. Toda a sociedade está perdendo, empresários e trabalhadores. Precisamos que todos entrem em sacrifício, para que assim, no futuro, o resultado seja melhor", completou o diretor.


De acordo com Natan Schiper, diretor-secretário da Fecomércio, este ano o Rio de Janeiro está enfrentando uma situação avançada em termos de dificuldade. "As empresas estão fechando, dando sinal de cansaço. O desemprego avançou. A nossa proposta, da banca empresarial, no momento, é de segurança. Oferecemos metade do INPC porque não sabemos definitivamente qual será o índice este ano. A bancada dos empregados coloca um valor muito alto, 13%", explicou Schiper. "É importante que haja consenso nessas reuniões. Precisamos manter o equilíbrio entre o capital e o trabalho", lembrou ele.


Fonte: Alerj


07/12/2016

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