Notícia

Deputadas e senadoras criticam baixa representação feminina no Parlamento


Em sessão solene no Congresso, parlamentares ressaltam que Brasil ocupa 116ª posição em participação feminina nos Parlamentos em ranking de 190 países


Deputadas e senadoras criticam a baixa representação feminina no Parlamento, em sessão solene do Congresso Nacional em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, que ocorre no Plenário do Senado.


A deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP) salientou que Brasil ocupa a 116ª posição em participação feminina no Parlamento em ranking de 190 países da União Interparlamentar. Ela também criticou a reforma da Previdência e destacou os componentes misóginos do impeachment, lembrando dos xingamentos sexistas recebidos pela ex-presidente Dilma Rousseff.


Já senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) ressaltou que as mulheres representam mais da metade do eleitorado mas ocupam apenas 10% das cadeiras do Parlamento. Segundo ela, a cota para mulheres no Legislativo (Proposta de Emenda à Constituição 134/15) não avança no Congresso justamente porque os homens representam 90% dos parlamentares. “Somos a maioria da população brasileira e temos o direito de estar ao lado dos homens construindo as leis deste País”, defendeu.


A senadora Regina Sousa (PT-PI), por sua vez, observou que o número de mulheres negras na política é ainda menor.


Reformas


A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) também apontou componentes machistas no impeachment de Dilma Rousseff. “Até agora nenhum homem provou que esta mulher é uma delinquente e que cometeu algum ilícito”, disse. Além disso, criticou os retrocessos para as mulheres contidos nas reformas trabalhistas e previdenciária. Para ela, são reformas cruéis. “Mulheres negras ganham 40% menos do que os homens brancos”, citou. Ela destacou o fato de a reforma da Previdência (PEC 287/16) acabar com a aposentadoria especial para as professoras.


A senadora Ana Amélia (PP-RS) também acredita que a reforma da Previdência precisa ser debatida com cuidado. Ela afirmou que as atividades das mulheres no campo não podem ser comparadas com as atividades do trabalho urbano. “Temos que ver esta mulher de forma diferente”, ponderou.


A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) afirmou que não votará a favor da igualdade de idade para aposentadoria entre homens e mulheres, prevista na Reforma da Previdência. Segundo ela, não pode ser desprezado o trabalho extra que as mulheres fazem em casa. “Trabalhamos mais do que os homens, sem falar na diferença de remuneração”, ressaltou. “Enquanto houver diferenças, temos que ter diferenças no tratamento”, completou.


Kátia Abreu protestou ainda contra a ausência de mulheres na Mesa Diretora do Senado, e juntamente com outras parlamentares, prestou solidariedade à deputada Maria do Rosário (PT-RS), por conta de ataques à sua filha nas redes sociais.


Fonte :Agência Câmara Notícias


08/03/2017

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