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Centrais sindicais se reúnem nesta tarde com Temer, CSB se recusa


Lideranças das centrais sindicais - Força Sindical, CUT, NCST e UGT - vão se reunir, nesta quinta-feira com o presidente da República Michel Temer, no gabinete da Presidência. Na pauta do encontro a Medida Provisória que altera pontos da reforma trabalhista.


Em nota oficial divulgada nesta manhã, entretanto, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) comunicou que não participará do encontro.


De acordo com a CSB, "o Governo Federal patrocinou o maior desmantelamento da estrutura de proteção aos direitos trabalhistas da história. A negociação coletiva foi desestruturada e enfraquecida com a liberação de "acordos" individuais, fato que jogará o país num processo de instabilidade jurídica e de criação de passivos trabalhistas gigantescos."


- A Medida Provisória em debate com o Governo Federal visa, exclusivamente, a sanar as lacunas restantes para ampliar a exploração e a implementação imediata da supressão dos direitos trabalhistas, atendendo apenas ao patronato que não ficou satisfeito com a redução dos direitos implantada pela Lei 13.467. Não há uma única vírgula em benefício dos trabalhadores e do movimento sindical, pelo contrário, aprofunda ainda mais as barreiras para a manutenção econômica das entidades, enfraquece a negociação coletiva, além de praticamente extinguir as categorias diferenciadas e autônomas - afirma Antonio Neto, presidente da CSB.


Neto ressaltou ainda os recentes processos fracassados de negociação com o atual governo.


- Por outro lado, cabe salientar que nenhuma das negociações ou compromissos firmados com o governo foram cumpridos, algo que se tornou corriqueiro com relação ao Executivo, tornando, portanto, inócuo qualquer diálogo com os atores envolvidos.


Para a CSB, com a retomada dos esforços para implementar a reforma previdenciária, que cortará ainda mais direitos dos trabalhadores, não há outro caminho para o movimento sindical senão a resistência e a mobilização popular, inclusive intensificando a pressão nos parlamentares, para barrar essas medidas que causarão mais desemprego, menos direitos e a ampliação generalizada da miséria.


Fonte: Monitor Mercantil


21/07/2017

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