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UGT participa de seminário preparatório para Conferência Nacional


Respeitar e reconhecer as singularidades e as especificidades de cada região do país é um dos pontos fundamentais para compreender os elementos que podem interferir na promoção de saúde dos brasileiros. Esta foi a análise que permeou os debates sobre o Modelo de Atenção à Saúde no Brasil e o papel da Vigilância em Saúde na Garantia da Integralidade, realizados na terça-feira, 18, durante o seminário promovido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), em São Paulo.


O seminário é uma etapa preparatória para a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), a ser realizada de 21 a 24 de novembro, em Brasília. A conferência discutirá, entre outras questões, quais estratégias podem gerar ações integradoras das vigilâncias e a integração da vigilância em saúde com a atenção básica.


A secretária de Saúde e Segurança da UGT Cleonice Caetano de Souza destacou a importância da unidade nas centrais. “Sabemos que temos divergências em alguns pontos, mas a saúde do trabalhador é uma questão em que sempre mostramos unidade de ação e isso é fundamental para que possamos chegar a Conferência Nacional, com propostas e posições que assegurem melhores condições de saúde da classe trabalhadora.


Para a professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Laura Camargo Macruz Feuerwerker, é preciso reconhecer as diferenças do coletivo para ampliar o entendimento de como diferentes grupos de pessoas apontam os processos de riscos e adoecimento. “A agenda de atenção básica fala que do Oiapoque ao Chuí as pessoas tem os mesmos problemas, isso limita a promoção à saúde com providencias basicamente relacionadas ao ambiente urbano, normalmente culpabilizando o indivíduo pelo fato dele não adotar um modelo saudável de vida”, avalia.


Para ela, pensar na integralidade também é importante para reduzir o distanciamento que politicas públicas e temas de saúde têm do cotidiano das pessoas. “O grau de desregulamentação do trabalho terá consequências brutais para o ponto de vista da precarização das vidas e condições de trabalho, por exemplo”.


Fonte: UGT nacional


21/07/2017

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