Notícia

Críticas à interrupção da queda dos juros unem empresários e trabalhadores


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira manter os juros básicos da economia brasileira em 6,5% ao ano. A decisão surpreendeu o mercado, que espera-va uma redução da taxa.


A manutenção da taxa interrompeu um ciclo de 12 quedas consecutivas e foi tomada por unanimidade entre os integrantes do Conselho. A Selic, no entanto, permanece no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, há 32 anos.


Analistas financeiros e o próprio BC sinalizavam que poderia haver ainda mais um corte na taxa, de 0,25%, antes da interrupção da queda, mas o cenário externo mais volátil influenciou a decisão do Copom de não reduzir os juros dessa vez.


A decisão do Copom de interromper o ciclo de queda na taxa básica de juros não foi bem recebida entre as principais entidades empresariais no país.


Em tom contundente, a Federação Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirmou em comunicado que o “Banco Central joga contra o Brasil ao manter a Selic em 6,5%”. De acordo com a entidade, a manutenção da taxa vai retardar a redução do custo do crédito. “Corremos o risco de ver morrer a retomada da economia, num momento em que o Brasil tenta sair de sua pior crise. O crescimento ainda é muito frágil – e só vai ganhar força se ficarem em nível razoável os juros para quem quer investir e consumir”.


A Federação das Indústrias do Rio (Firjan) considera que não foi acertada a decisão, uma vez que a inflação segue em queda, e as projeções encontram-se abaixo do centro da meta estabelecida.


Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, embora os juros atuais sejam os mais baixos desde 1986, os custos dos financiamentos continuam elevados por causa do spread bancário, que é a diferença entre o que os bancos pagam na captação de recursos e o que eles cobram ao conceder um empréstimo. “Os custos elevados dos empréstimos desestimulam os investimentos das empresas e o consumo das famílias, comprometendo a recuperação da economia”, observa.


A Força Sindical reforça a crítica. “A opção do Copom de manter a taxa Selic no atual patamar é apostar no fraco desempenho da economia. A política de redução de juros dos últimos meses, a conta-gotas, praticamente não favoreceu o trabalhador brasileiro. Continua, isto sim, a favorecer banqueiros e especuladores, que preferem aplicar no mercado financeiro em detrimento da produção”, acusa Paulo Pereira da Silva, presidente da central.


Fonte: Monitor Mercantil


Data: 17/05/2018

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