Notícia

Patah propõe diálogo para enfrentar a crise


O ano de 2015 foi muito duro para os brasileiros e a classe trabalhadora não merece viver mais um ano sob crise econômica, desarranjo político, perda de direitos e arrocho salarial. A fala é de Ricardo Patah, dirigente comerciário que preside a União Geral dos Trabalhadores (UGT). Ele é o segundo entrevistado da série com os presidentes das Centrais Sindicais, estreada ontem (6) por Vagner Freitas, presidente da CUT.


Para Patah, a luta sindical e a unidade das Centrais foram a barreira que impediu o avanço de ameaças ainda mais graves, como o projeto que visa liberar geral as terceirizações. “Essa resistência não vem de hoje. Foi graças a ela, por exemplo, que impedimos a aprovação da Emenda 3 e garantimos o reajuste do salário mínimo”, comenta.


2016 - O presidente da UGT menciona várias providências na linha oposta ao ajuste fiscal, que é neoliberal, em sua opinião. “O governo tem que mobilizar os


bancos públicos e privados para que expandam o crédito e irriguem a economia, beneficiando toda a cadeia produtiva. Sou do comércio, mas me preocupa muito o agravamento da desindustrialização”, diz.


Proposta - Segundo Patah, a UGT tem feito encontros com entidades do setor produtivo para debater meios de ampliar a exportação nacional. “O dólar valorizado facilita o escoamento de bens brasileiros. Se tratarmos essa questão de forma competente, acho que podemos beneficiar várias regiões do País e segmentos industriais que produzem com qualidade e geram empregos”, adianta.


Diálogo - Além das barbeiragens na economia e do aumento abusivo na taxa de juros, o dirigente ugetista aponta a falta de diálogo do governo. “O movimento sindical tem uma pauta própria e o setor produtivo tem a dele. Muitos desses pontos são convergentes e podem ser viabilizados. Mas, pra isso, é preciso haver diálogo e definir uma agenda de reuniões e ações. Começamos o ano e ainda não temos nada agendado por parte do governo”, critica.


Corrupção - Para Ricardo Patah, a operação Lava-Jato faz bem ao Brasil, na medida em que investiga, apura e gera a punição de empresários corruptores e agentes políticos desonestos. Ele avalia: “Nesse sentido, o País evoluiu. Todas as ações por transparência devem ser apoiadas, porque passam um sinal positivo para a sociedade e abrem setores do capital e do Estado onde antes a Justiça não chegava”.


Política - A crise política é superdimensionada e isso reflete negativamente na economia. Patah afirma: “Defendo a governabilidade como tática para assegurar um bem maior, que é a própria democracia”.


Fonte: Agência Sindical


07/01/2016

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